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Mostrando postagens de maio, 2025

Eu não sou maluca, você é que é!

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A loucura me atrai, o que é bem estranho se você pensar que eu fugi de tudo que implicasse qualquer desequilíbrio mental a minha vida toda. “A loucura não cai bem em mim”, era o que eu pensava. Mas bastava eu conhecer um chapeleiro maluco que nos tornávamos amigos de infância. Tínhamos tanto em comum, mas eu não, eu não sou maluca. A maluquice me atrai por uma certa curiosidade quase que antropológica, de quem se sente profundamente pertencente mas de alguma forma destacada, sabe? Não? É difícil explicar. Mas a liberdade da loucura é algo que eu anseio. O dançar estranho, a nudez (do corpo ou da alma?), a absoluta desimportância dada a coisas fundamentais como o dinheiro por exemplo, ou a necessidade vital por coisas vistas como supérfluas como a arte, o ócio e a brincadeira.    Se você pudesse ver minhas influências, veria um monte de malucos absolutamente sãos, talvez os únicos capazes de colocar as coisas em perspectiva. Os únicos acordados nesse mundo de zumbis. Aquel...

Me sinto ridícula

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  Me sinto ridícula.  Me sinto ridícula ao juntar palavras em frases, frases em parágrafos, parágrafos em textos e textos em livros. Me sinto ridícula quando tento juntar o final das palavras para compor a rima Me sinto ridícula nos 25, 50 e 75% do texto não finalizado. Me sinto ridícula quando desisto do texto incompleto que me olha desajustado, Como desenho inacabado com dois olhos e um nariz torto, mas mudo porque ainda não desenhei a boca.  Mas muito raramente Quando bate uma coragem Ou até mesmo certa estupidez, eu completo o desenho com uma boca estranha, imperfeita, mas suficiente. E essa boca se abre e fala. E as palavras voam e se teletransportam E são lidas e sentidas e tocam a vida de alguém. Quando isso acontece, eu deixo de ser ridícula e viro um gênio. E depois, com a confiança da experiência, Eu começo novamente do zero Tropeço na segunda frase e me sinto ridícula.