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Mostrando postagens de janeiro, 2025

Educação Sexual, pornografia e o vibrador atômico

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Cláudia Raia admitiu em uma entrevista fazer uso e ter dado um vibrador para a filha que na época tinha 12 anos, uma revelação que fez a internet vir abaixo. Muita gente se indignou e até uma denúncia foi feita. Tudo isso num país que inicia os meninos com profissionais do sexo, ainda hoje. Num país no qual os meninos tem amplo acesso a pornografia pela internet, sua professora de educação sexual. Meninos são incentivados a consumirem pornografia desde o tempo em que a pornografia era impressa como uma forma de evitar que se tornem gays. Os efeitos da pornografia podem ser vistos como o crescente número de jovens com disfunção erétil hoje em dia (como você pode ver  aqui ) ou os casos das meninas que são hospitalizadas ou até morrem por fissuras no colo do útero durante relações sexuais ( veja aqui ). Palavras como "arregaçar" e "arrombar" são tão comuns que são ditas até no sexo entre mulheres. A violência como parte do sexo é visto com algo natural para aqueles qu...

A "maldade" feminina

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Essa semana eu achei uma poesia que escrevi, perdida nos meus arquivos. Ela não tinha título, por isso escrevi e nunca mais li. Segue a poesia pra quem estiver curioso: Não vou mais reprimir Enterrar com mais uma pá de cal Não quero mais me redimir Vou mostrar do que se faz  Não uma mártir, vítima, trouxa, ingênua, boazinha Mas uma pessoa completa que já não é função Objeto de Predileção Empregada do coração Cuidando tudo e todos e se deixando descuidada Surrada, maltrapilha, coitada Coitada, basta, basta Contra todas as probabilidades Aquela que usa suas habilidades Para proveito próprio E não tem empatia Uma vilã pari Para buscar por vingança Por tudo aquilo que engoli Incontrolável, com a língua afiada Um olhar pouco amigável Meus limites já não se pode invadir A parte mais legal de reler um texto próprio esquecido é poder analisá-lo de forma quase que imparcial, e foi o que fiz. Percebi que por algum motivo eu relaciono me cuidar e fazer as coisas por mim como maldade, coisa de...

A maternidade é jogo que não se ganha

  Às vezes tenho o hábito de pensar nos desafios da vida como um jogo de videogame, com chefinhos e chefões.  Pois bem, meu chefão atual é uma criança de 2 anos com virose. Fluidos corporais para todo lado, os planos de limpar a casa no fim de semana ficaram de lado. Atenção 100% para ela, que precisa de mim. Médico, sala de espera, buscar quem fique com a mais velha, pronto. Remédios, soro, repouso. Um sintoma a menos, um sintoma a mais. Troco fralda de 15 em 15 minutos, já te cansei? Então tenta lavar uma louça com criança, doente. São 3 pratos e dois copos que podem durar um dia inteiro, não se engane, não é fácil. Os medicamentos começam a fazer efeito, o chefão cai pra trás derrotado. Com os braços semi levantados em sinal de vitória avisto mais 2 chefões vindo em minha direção. Um é a casa caótica pra arrumar e o outro é a criança mais velha que passou mais de 14 horas na tela. A maternidade é um jogo que não se pode ganhar 

Quem sou eu?

É difícil encarar essa página em branco pra falar de mim mesma. Com sorte será a primeira e última vez que farei isso nesse ambiente, faço pra contextualizar vocês, leitores, do que esperar dessa página. Sou Michele, tenho 38 anos no momento em que escrevo, sou mãe solo de duas meninas de 2 e 10 anos. Sou formada num curso de exatas que nunca exerci, tentei enveredar pra pesquisa acadêmica, mas achei extremamente entediante.  A verdade é que sou apaixonada por escrita desde que me entendo por gente e é claro, fugi disso por acreditar que morreria de fome, acha exagero? Imagina uma criança de 12 anos perguntando aos adultos na década de 90, numa cidade do interior de São Paulo, numa periferia qualquer, se é uma boa ideia ser escritora, é vocês já podem imaginar a resposta.  Hoje eu inicio um blog num mundo em que ninguém mais lê, não por escolha. Eu acreditava que tinha escolhido a escrita, mas a verdade é que tentei desistir dela tantas vezes que acho que ela me escolheu, porq...