A maternidade é jogo que não se ganha
Às vezes tenho o hábito de pensar nos desafios da vida como um jogo de videogame, com chefinhos e chefões.
Pois bem, meu chefão atual é uma criança de 2 anos com virose. Fluidos corporais para todo lado, os planos de limpar a casa no fim de semana ficaram de lado. Atenção 100% para ela, que precisa de mim.
Médico, sala de espera, buscar quem fique com a mais velha, pronto.
Remédios, soro, repouso.
Um sintoma a menos, um sintoma a mais. Troco fralda de 15 em 15 minutos, já te cansei? Então tenta lavar uma louça com criança, doente. São 3 pratos e dois copos que podem durar um dia inteiro, não se engane, não é fácil.
Os medicamentos começam a fazer efeito, o chefão cai pra trás derrotado. Com os braços semi levantados em sinal de vitória avisto mais 2 chefões vindo em minha direção. Um é a casa caótica pra arrumar e o outro é a criança mais velha que passou mais de 14 horas na tela.
A maternidade é um jogo que não se pode ganhar
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