Conversa no mundo invertido (crônica)
Em uma cidade aleatória de um mundo invertido, Ana e suas amigas conversam sobre seus parceiros.
Um grupo de homens passava conversando distraídos, quando foram surpreendidos com assobios e cantadas: ”Gostoso”, “Onde vai com essa pressa?”, “Com essa bundinha, te levo para a lua, bebê”. Os rapazes apressaram o passo, enquanto as meninas tentavam se aproximar gargalhando. "Eles são hilários, né? Haha”, “ E como correm!!!”
- Voltando ao assunto, amiga, bota o Pedro na roda quando se cansar hein?
- Claro né, é o nosso combinado, e olha, não vai demorar, ele não para de me encher, não tô conseguindo nem jogar vôlei mais.
- É, a gente percebeu. Vôlei é sagrado,
- Verdade, tô em falta, vou botar ele pra correr.
- E, você, Pri, tá quase casando, como aguenta? Arroz e feijão cansa, tem hora que a gente quer uma feijoadinha.
- E quem disse que eu não como feijoada?
- Olha ela, com essa carinha, tá botando o chifre!!!
- É como minha mãe sempre me ensinou: Um homem sem chifres é um animal indefeso”. Fiz um favor a ele, além do mais, ele não fica querendo se empoderar naquele grupinho de machinismo ridículo? Diz que quer liberdade. Mais do que eu dou pra ele?
- Fala pra ele que liberdade é “dar” pra você, amiga
- Isso: “liberdade sexual masculina”. Ana faz um gesto com a mão como em uma faixa.
- Adorei o nome. É fazer exatamente o que a gente gosta na cama.
- É isso aí, hahaha
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